Olha Quisto! (►►► ver video)

Autores: 

João Cabral, Isabel Prieto, Ana Souza e Silva, Paulo Kaku, Mara Ferreira, F. Esperancinha

Resumo: 
     Perante um inadequado encerramento de uma ferida perfurante do globo ocular (como é o caso de uma ferida operatória), podem-se dar as condições para a inocu­la­ção intra-ocular de epitélio corneano, quando este migra para dentro dos bordos da ferida. Se este epitélio chega à câmara anterior, pode espalhar-se em toalha sobre o endotélio, na íris ou no corpo vítreo. Pode formar um quisto livre flutuante, ou implantado na íris pode formar quistos de inclusão epitelial (incorrectamente denominados quistos de inclusão da íris). As três maiores causas de inclusão epitelial descritas na literatura são a cirurgia de catarata (pincipalmente a de grande incisão), as feridas penetrantes, e a queratoplastia.
     Estes quistos tendem a aumentar progressivamente e muitas vezes obriga a técnicas agressivas para evitar a perda do globo ocular.
     Os autores apresentam um caso de um quisto de inclusão epitelial de grandes dimensões, localizado inicialmente no ângulo, que se manifestou 18 meses após cirurgia de extracção extra­capsular de catarata, aparentemente não complicada.
     São ilustrados os vários passos efectuados, desde a sua resolução temporária com LASER de YAG, até à sua excisão em bloco, preservando ao máximo as restantes estruturas oculares.
 

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Apresentado: 
► no XLVI Congresso Português de Oftalmologia, em Vilamoura, Dezembro de 2003
Apresentado2: 
► no 58º Congresso Português de Oftalmologia, em Vilamoura, Dezembro de 2015