Autores:
A. Castanheira Dinis, João Cabral, Ivone Cravo
Resumo:
Quando somos confrontados com traumatismos orbitários, a primeira medida a tomar é a realização de uma observação rápida, mas cuidada, da órbita no seu conjunto, do globo ocular, e da função visual, observação esta orientada pela história clínica sumária, que nos informa do mecanismo de produção do traumatismo.
Nesta primeira observação, podemos orientar-nos já, quer para um traumatismo isolado do globo ocular, ou dos seus anexos, que requer um tratamento exclusivamente oftalmológico, ou para traumatismos mais complexos, com envolvimento de estruturas vizinhas, para os quais há necessidade de um tratamento conjunto com outras especialidades.
Após a primeira observação, devem ser realizados os exames complementares, imagiológicos ou não, considerados necessários para o esclarecimento do quadro clínico.
Depois de um conhecimento o mais perfeito possível das lesões ocorridas e do estado actual do traumatizado, pode-se propor a indicação cirúrgica, a realizar de imediato ou num tempo deferido, ou optar por medidas conservadoras.
Apresentado:
por João Cabral na Reunião Científica Urgências em Oftalmologia, no Porto, Outubro de 1995