Autores:
Mara Ferreira, Nuno Amaral, Bernardo Feijóo, Ana Souza e Silva, João Cabral, F. Esperancinha
Resumo:
Introdução: A colocação de implantes orbitários, após enucleação, pretende evitar a atrofia da órbita nas crianças, facilitar a mobilidade da prótese ocular e obter um resultado estético aceitável. Actualmente existem dois tipos de implantes artificiais orbitários: não porosos e porosos.
Ilustra-se a nossa experiência na colocação de implantes de Allen (implantes não porosos), em órbitas anoftálmicas.
Material e métodos: Estudo de 26 doentes submetidos a enucleação e colocação primária de implante de Allen, de 2000 a 2004.
Resultados: Até à data, não existem casos de rotura do tecido de revestimento ou extrusão do implante. Do ponto de vista funcional, as próteses, apesar de não serem as mais adequadas (pois são as indicadas para os implantes esféricos), têm excursões, horizontal e vertical, de pelo menos 20º.
Conclusões: A mobilidade satisfatória, o bom resultado estético, e a inexistência de rotura do tecido de revestimento e/ou extrusões, evidencia que o implante de Allen continua a ser uma escolha possível e benéfica na substituição do globo enucleado.
Apresentado:
no XLVII Congresso Português de Oftalmologia, em Viseu, Dezembro de 2004
Publicado:
na Revista da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, Vol. XXX, n.º 6, pág 265-268, Novembro-Dezembro de 2006
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