Terapêutica do retinoblastoma: a nossa experiência

Autores: 

Nuno Chang Amaral, Sara Carrasquinho; Susana Teixeira; João Cabral; Mara Ferreira; Bernardo Feijóo

Resumo: 
     Introdução: O tratamento do retinoblastoma tem mudado bastante ao longo dos últimos anos. Apesar de ser curável na grande maioria dos casos, mantem-se um desafio conseguir preservar o globo ocular ou a visão.  Cada vez mais a quimioterapia tem surgido como uma importante terapêutica tendo em vista a manutenção do globo ocular. A quimioredução tem sido a mais popular destas terapêuticas, particularmente em associação com terapêuticas locais como a crioterapia ou fotocoagulação laser. A enucleação é ainda indicada em tumores de grandes dimensões (mais de metade da retina envolvida) ou com grande dessiminação vítrea.
     Material e Métodos: Os autores apresentam três casos clínicos de retinoblas­omas tratados com quimioterapia (vincristina, etopósido e carboplatina) e tratamento adjuvante local (crioterapia ou laserterapia). Descrevem-se os resultados obtidos com as diferentes opções terapêuticas. Dois casos eram bilaterais e um unilateral sendo que um destes últimos apresentavam uma malformação (Síndroma Morning Glory) no olho adelfo. Apresenta-se ainda um quarto caso de retinoblastoma unilateral submeti­do a enucleção.
     Conclusão: A quimioreducção e terapêutica adjuvante local com fotocoagulação laser ou crioterapia, são boas opções para tratamento primário de tumores bem localizados e limitados (Reese-Ellsworth 1 e 2). Não são suficientes para tumores mais volumosos ou com dessiminação vítrea, nos quais a enucleação ainda se mantém indicada. A precocidade do diagnóstico é de extrema importância para a preservação da função visual nestes doentes. 

 

Apresentado: 
nas Jornadas de Investigação do XLIX Congresso Português de Oftalmologia, em Évora, Dezembro de 2006