Síndroma de Marcus Gunn: a nossa experiência

Autores: 

Mara Ferreira, S. Teixeira, J. Cabral, B. Feijóo, N. Amaral, A. Souza e Silva

Resumo: 
     Introdução: A Síndroma de Marcus Gunn associa uma blefaroptose congénita unilateral e sincinesia mandíbulo-palpebral. Esta é responsável por 5% dos casos de  ptose congénita. O objectivo do trabalho é relatar e discutir cinco casos clínicos de doentes com Síndroma de Marcus Gunn.
     Material e Métodos: Descreve-se a clínica e evolução, de 5 casos da Síndroma de Marcus Gunn, seguidos na Consulta de Oftalmologia Pediátrica no Hospital Fernando Fonseca.
     Resultados: Em todos os casos não se verificou a associação com outras patolo­gias oculares, nomeadamente estrabismo vertical e anisometropias graves, houve uma redução da amplitude da retracção palpebral sincinética, uma estabilização do grau de ptose e não houve necessidade de intervir cirurgicamente para correcção da ptose.
     Conclusão: O esclarecimento dos pais e a exclusão de eventual ambliopia pela ptose e/ou associação a outras patologias oculares corrigíveis (estrabismo, anisome­tropia) é fundamental. Os doentes apresentaram um desenrolar clínico equivalente ao descrito na literatura.

 

Apresentado: 
no XLIX Congresso Português de Oftalmologia, em Évora, Dezembro de 2006