Autores:
Mara Ferreira, João Cabral, Peter Pêgo, Diogo Cavalheiro, Samuel Almeida
Resumo:
Introdução: Com o avanço dos conhecimentos da etiopatogenia da OT, esta é considerada uma doença auto-imunitária. Como ainda não é possível o tratamento ideal, ou seja, o uso de anticorpos monoclonais contra os TRAb (anticorpo contra receptor da TSH), temos que nos socorrer dos fármacos imunossupressores actualmente empregues: corticoesteroides, ciclosporina A, azatioprina, metotrexato, análogos da somatostatina, radioterapia, para além das atitudes de melhoria sintomática como lubrificantes oculares, prismas, elevação da cabeceira durante o sono, abstinência tabágica e controlo da disfunção tiroideia.
Material e métodos: Doentes com OT em fase inflamatória foram submetidos a diferentes tratamentos médicos, pulsos de corticoesteroides, ciclosporina A, azatioprina, metotrexato, para além das medidas conservadoras.
Conclusão: Na fase activa da doença a administração de metilprednisolona em doses imunossupressoras sob a forma de pulsos endovenosos, tem uma resposta terapêutica mais eficaz e com menores efeitos adversos que o uso de esteroides orais e peri-oculares. O resultado terapêutico é tanto melhor quanto mais precoce o seu início.
Apresentado:
no 51º Congresso Português de Oftalmologia, no Porto, Dezembro de 2008