Autores:
Mara Ferreira, João Cabral, Gonçalo Almeida, André Gonçalves, Filipe Silva
Resumo:
Introdução: A evisceração consiste na remoção do conteúdo intra-ocular, respeitando o nervo óptico, a esclerótica, os músculos óculo-motores, a cápsula de Ténon e a conjuntiva. Geralmente coloca-se um implante orbitário para repor o volume perdido, dar mobilidade à prótese e proporcionar uma simetria cosmética ao olho contralateral. Existem diversas técnicas cirúrgicas em que o objectivo final é colocar implantes grandes sem que os tecidos que os recobrem estejam suturados sob tensão, permitindo uma cobertura escleral com o mínimo de risco de extrusão.
Material e métodos: 6 doentes submetidos a evisceração em que o implante foi coberto na sua face anterior por dois retalhos esclerais, cápsula de Ténon e conjuntiva. Após uma média de 12 meses de follow-up não ocorreram complicações como erosão da conjuntiva, extrusão e migração do implante.
Conclusão: Ao realizar os dois retalhos esclerais foi possível colocar implantes de grandes dimensões com um resultado funcional e estético bom sem complicações do revestimento.
Apresentado:
no 51º Congresso Português de Oftalmologia, no Porto, Dezembro de 2008