Doença de Coats – Um Caso Clínico

Autores: 

Mª João Santos, Graça Pires, Susana Teixeira, Cristina Vendrell, João Cabral, F. E. Esperancinha

Resumo: 
     A Doença de Coats é uma patologia congénita idiopática caracterizada por telan­giec­tasias e dilatações aneurismáticas dos vasos retinianos, que se acompanha de exsudação intra e subretiniana progressiva, com evolução para descolamento exsudativo da retina.
     Predominante no sexo masculino, tem o seu pico de incidência entre os 6 e os 8 anos de idade sendo unilateral e esporádica em cerca de 90% dos casos.
     As formas de apresentação clínica incluem a leucocória, o estrabismo, a diminuição da acuidade visual e o glaucoma.
     O diagnóstico diferencial da Doença de Coats representa um dos grandes desafios clínicos em Oftalmologia. Deve ser feito com outras patologias, das quais se destaca, em particular, o retinoblastoma já que ambas se podem apresentar com a mesma tríade de anomalias vasculares retinianas, exsudado ou massa subretiniana e descolamento exsu­da­tivo da retina.
     Os autores apresentam um caso clínico de uma criança do sexo masculino, 6 anos de idade, enviado à consulta de Oftalmologia por suspeita de diminuição da acuidade visual do olho esquerdo, após rastreio escolar.
     A investigação clínica e imagiológica (Angiografia fluoresceínica, Retinografia, Ecografia ocular, TC e RM CE e orbitária) sugeriram fortemente o diagnóstico de Doença de Coats, num estadio moderado de evolução, tendo sido realizada laserterapia.

 

Apresentado: 
no XLII Congresso da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, em Lisboa, Dezembro de 1999